Em circulação nacional, passando por sete capitais brasileiras, o espetáculo musical “A Sbørnia Kontr’Atracka” encerra o Circuito Petrobras com duas sessões no dia 10 de janeiro de 2026, às 17h e às 20h, no Teatro da CAIXA Cultural Brasília.
Através das aventuras dos exóticos habitantes da fictícia ilha de Sbørnia, um lugar anárquico e flutuante, separado do continente após explosões nucleares mal-sucedidas, o espetáculo explora com humor e ironia, temas universais como identidade, cultura e a relação entre tradição e modernidade.
Estão de volta os famosos personagens de “Tangos e Tragédias” como o violinista Kraunus Sang (Hique Gomez), a pianista Nabiha (Simone Rasslan), o professor, tocador de gaita de foles e hipnotizador das montanhas MenThales (Tales Melati), Pierrot Lunaire (Gabriella Castro), a grande sapateadora do Ballet Hiperbølico da Sbørnia, Prof. Ubaldo Kanflutz, Reitor da Universidades de Ciências Fictícias que traz os novos mapas de Sbornia. O saudoso Maestro Plestkaya, vivido por Nico Nicolaiewsky (1957-2014), seguirá presente nas imagens do telão.
Alagoano radicado em Pernambuco, Ziel Karapotó é oriundo da comunidade Karapotó Terra Nova e vive atualmente na Reserva Indígena Marataro Kaeté, do povo multiétnico Karaxuwanassu, em Igarassu (PE). Reconhecido por construir narrativas com protagonismo indígena, o artista desafia os discursos historicamente impostos sobre os povos originários. Em sua proposta, ele estabelece uma interlocução entre suas obras e 12 litografias aquareladas de Rugendas pertencentes ao acervo do Instituto RB. Enquanto o pintor europeu retratava indígenas e pessoas escravizadas no século XIX sob uma ótica eurocêntrica, Karapotó oferece uma releitura crítica, poética e decolonial dessas representações.
Já Johann Moritz Rugendas, autor de importante registro iconográfico, documentou paisagens, fauna, flora e os costumes de diversos grupos sociais, incluindo indígenas e escravizados. O que o fez conhecido por suas ilustrações detalhadas do Brasil, especialmente, mas também de outros países da América Latina. Sua primeira vinda ao Brasil foi em 1821 integrando a Expedição Langsdorff, mas a abandonou no intuito de criar sua própria documentação. Produção que foi publicada em 1835 no álbum Voyage Pittoresque dans le Brésil.
A curadoria é assinada pelo próprio artista em parceria com a antropóloga e diretora do Instituto Ricardo Brennand, Nara Galvão. Juntos, constroem uma contranarrativa iconográfica e pictórica, propondo novas paisagens, diálogos e reflexões sobre as formas como os povos indígenas foram representados ao longo da história da arte e da formação da imagem nacional.
A exposição reforça a importância de valorizar a diversidade étnica e cultural do Brasil, país que abriga mais de 370 povos indígenas e 270 línguas, segundo o Censo 2023. Também funciona como uma ferramenta de aplicação da Lei 11.645, que estabelece a obrigatoriedade do ensino da história e cultura indígena nas escolas, integrando ações educativas voltadas ao público visitante.
Ingressos
- Entrada franca
*Valores sujeitos a alteração sem aviso prévio.
Mais informações
Exposição “Todos falam de mim, ninguém me representa: um olhar indígena sobre a obra de Rugendas”
Data: De 9 de novembro de 2025 a 1º de fevereiro de 2026
Horário: das 9h às 21h, de terça-feira a domingo
Local: Teatro da CAIXA Cultural Brasília – SBS Quadra 4, Lotes 3/4
Classificação Indicativa: Livre
Acesso para pessoas com deficiência
Realização: Instituto Ricardo Brennand
Patrocínio: CAIXA e Governo Federal



















