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Parmegiana em Brasília

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Confira a jornada de Wagner Santos e Josino Neto pela busca do parmegiana perfeito em Brasília!
Local: Beirute, Gordeixos, Dona Lenha e Roma

Introdução

Um dos pratos mais adorados com certeza é o parmegiana, aquele queijo, aquele molho… Irresístivel! E a paixão é tão grande que dois amigos saíram em busca por diversos restaurantes da cidade para saber qual oferecia o melhor parmegiana da cidade! Abaixo você confere o relato de Wagner Santos e Josino Neto sobre essa busca:

A ideia surgiu do compromisso semanal de almoçarmos juntos. Durante esses almoços, as discussões não poderiam ser mais masculinas: cervejas, vinhos, culinária, linguística e, acho que somente uma vez, futebol. Esse último assunto é impossível de se desenvolver de forma consensual, pois, apesar de chefe, o Jota não sabe escolher time: é tricolor carioca. Durante muitos desses papos, chegamos à conclusão de que precisávamos elevar ao nível científico os nossos encontros semanais. Era necessário um desafio de pesquisa. Depois de pensarmos e pensarmos, chegamos à conclusão de que nossas vidas não poderiam continuar sem que elegêssemos o melhor filé a parmegiana da cidade. Desse ponto, até o primeiro restaurante, passou-se uma semana de preparação. Brincadeiras a parte, achamos que seria interessante colocarmos um desafio e um objetivo em nossos almoços, não que eles não fossem interessantes por si só. Acho que vale a pena destacar, também, que não somos chefs e nem aspirantes a essa posição que exige tanto esforço. Somo apreciadores de boa comida e aspirantes a cozinheiros, daqueles que aprendem a arte da culinária na casa da avó ou da mãe, observando o “bailar” daquelas que cozinham tão bem e marcam com cheiros e gostos a nossa infância.

Para que possamos trazer um caráter “científico” a esse pequeno comentário, decidimos, então, apresentar uma pequena “revisão bibliográfica” – claro que de brincadeira – acerca da origem do prato escolhido. Claro que nossa pesquisa restringiu-se à internet e sua inesgotável fonte de verdade e, quem sabe, quase verdades. Segundo o site do “Bar do Alemão” – marcado como uma de nossas visitas obrigatórias – e diversas fontes encontradas na própria Web, o filé a parmegiana tem origem controversa e parece ser muito mais brasileiro do que se imagina. Alguns contam que sua origem, como propõe o nome, é a região de Parma na Itália, apesar de ninguém por lá conhecer o prato. Outros mostram que o prato é originário do bom e velho Brás, em São Paulo, e foi criado pelos imigrantes italianos que aqui chegavam ao começo do século passado. Itu e Argentina reivindicam, também, a origem desse prato tão apreciado pelos brasileiros. Pesquisas à parte, parafraseamos o Bar do Alemão e dizemos que: não importa de onde ele veio, é certo que o prato faz parte da vida e, porque não dizer, do imaginário culinário do Brasil.
Decidido o objeto de estudo, partimos para a escolha dos primeiros restaurantes a serem visitados. O desafio foi dividido em blocos com quatro restaurantes, que misturam clássicos da vida gastronômica brasiliense a propostas novas e, muitas vezes, gourmetizadas, como veremos. Tomamos, aqui, a liberdade de brincar com o incremento de pratos com toques mais requintados, chamados por muitos de pratos gourmet, brincadeira comum na internet e nas demais redes sociais.

Porém, antes de “adentrarmos” no mundo da parmegiana, precisamos fazer algumas considerações: todos os pratos servidos nesse primeiro quarteto de restaurantes foram aprovados e considerados muito bons. Claro que escolhemos, desse primeiro conjunto, um preferido que comporá a semifinal de nosso concurso. As carnes estavam no ponto certo, com uma textura impressionante. Os molhos foram aprovados, com algumas preferências, e a apresentação variou um pouco, dependendo das propostas de cada um dos restaurantes.

Restaurantes

A lista inicial, então, foi montada da seguinte maneira: Beirute da Asa Sul abrindo os trabalhos, pois é o grande clássico de Brasília, pelo menos em nossa opinião; Gordeixos, que também figura entre as lembranças mais antigas de infância; Roma, clássico também da infância e onde experimentamos um “rodízio de parmegianas”, com uma proposta muito interessante; e, por fim, o Dona Lenha – 202 Sul. Vale ressaltar que nossas escolhas sempre foram baseadas em facilidades de locomoção, com proximidade dos restaurantes e, claro, o fato de querermos cobrir todos os parmegianas da cidade.

Para que a análise seja um pouco mais organizada e, então, melhorando a análise de cada leitor, dividimos a avaliação de cada um dos restaurantes dedicando, a eles, um parágrafo. Ah sim, vale dizer, também, que analisamos todos os aspectos do prato, desde a apresentação até a relação de custo/benefício. Comecemos, então, com perdão pelo pequeno pleonasmo, pelo começo:

Beirute – Asa Sul. O filé a parmegiana do Beirute, unidade Asa Sul, é muito bom. A carne, macia a ponto de ser cortada com uma colher, vem envolta em uma camada suficiente de empanado, que não rouba o sabor dos temperos utilizados na confecção do prato. É apresentado, pelo menos para o nosso caso, em uma versão para duas pessoas, a aproximadamente R$ 70,00 e serve, facilmente, três pessoas que comam moderadamente. Como estávamos em dois, foi possível comermos muito bem. O molho é caseiro e apresenta um sabor interessante de defumado, no ponto certo, sem atrapalhar a harmonia do prato. O filé é servido com uma porção de arroz branco, sendo que a batata frita precisa ser pedida à parte. Essa foi uma de nossas decisões: tentar experimentar os pratos sempre com a mesma guarnição. Prato harmonizado e muito saboroso, não deixou a desejar, de maneira alguma, atendendo completamente às expectativas. Vale a visita pela tradição e qualidade do prato servido.

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Foto retirada do site Destemperados

Gordeixos – 306 Norte. O parmegiana de carne do Gordeixos é um dos primeiros que nos vem à memória quando falamos sobre esse prato. Servido em uma porção extremamente generosa, serve facilmente três bons comedores de parmegianas. É, na verdade, o que mais se aproxima da ideia de filé “orelha de elefante”, fino na medida certa e largo, com uma maciez impressionante. O molho, apesar de muito bom, deixou um pouco a desejar, por ser o menos temperado e o mais ácido que provamos nesse primeiro momento. Por ser o que serve melhor três pessoas, pode ser considerado o mais barato, pois seu valor está por volta dos R$ 70,00. A apresentação é simples, mas não desleixada. As guarnições estão inclusas no prato e atendem ao esperado. Vale a visita também.

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Roma – 509 Sul. O restaurante Roma é um dos mais antigos de Brasília a servir o filé a parmegiana, podendo ser considerado um clássico desse tipo de prato na cidade. A qualidade é muito boa, com carne na espessura certa, molho bem equilibrado, mas nada surpreendente, e serviço individual, pelo menos na versão que comemos. Vale ressaltar que, nesse restaurante, tivemos uma experiência diferente: pelo menos durante os almoços de semana, eles servem um rodízio de parmegianas, em que se pode comer a quantidade desejada, com pedidos individuais a cada momento. O preço, cerca de R$ 50,00, é válido pela possibilidade de comer mais sem que a qualidade seja, em momento algum perdida. É um prato excelente, mas sem maiores atrativos. Como guarnição, por fim, é a mesma: arroz e batata frita, com a possibilidade de experimentá-lo com nhoque ao sugo. Vale a visita.

Foto retirada do site Divirta-Se Mais do Correio Braziliense

Foto retirada do site Divirta-Se Mais do Correio Braziliense

Dona Lenha – 202 Sul. Esse foi nosso segundo momento. Decidimos investir em um prato um pouco mais gourmet e não nos decepcionamos. O prato, para duas pessoas, é um pouco menor do que o servido nos outros três restaurantes, mas não deixou de valer à pena. Nesse caso, tivemos a participação de um amigo e tivemos que pedir duas porções para que todos comessem bem. A apresentação é mais refinada do que a dos outros três restaurantes, o que já esperávamos. O preço é acessível, ficando, os dois pratos, por mais ou menos R$ 90,00. A divisão por três comedores diminuiu o preço final do almoço. A carne foi a mais “alta” da primeira bateria de restaurantes, fato que não atrapalhou, de maneira nenhuma, na maciez, podendo ela, também, ser cortada com uma colher. O molho, o melhor de nossas primeiras experiências, é temperado no ponto certo, com um sabor defumado e sem acidez alguma. O empanado também vem na medida certa, sem roubar sabores e harmonizando com o restante do prato. As guarnições, nesse caso, estavam incluídas no prato e, mais uma vez, foram consideradas as ideais. Esse foi o nosso primeiro semifinalista. A composição do prato, bem como seu valor e apresentação, agradaram-nos completamente. Uma excelente pedida àqueles que gostam de um bom filé a parmegiana.

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Nossa experiência, nesse primeiro momento, foi muito boa em todos os restaurantes, que têm atendimento muito bom, principalmente nesse momento que sofremos com a qualidade dos serviços em muitos lugares de Brasília. Nossas considerações são extremamente particulares e, provavelmente, diferentes das de muitos dos leitores, mas foram feitas com muita disposição e sem preconceitos. Esperamos que elas possam ajudar os leitores na escolha do próximo parmegiana.

Até a próxima bateria de análise, companheiros!

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