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Ozi – 30 anos de Arte Urbana no Brasil

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De 11 de janeiro a 26 de fevereiro acontece, em Brasília, a exposição Ozi - 30 anos de Arte Urbana no Brasil na CAIXA Cultural Brasília. Confira!
Data: De 11 de janeiro a 26 de fevereiro
Hora: De terça-feira a domingo, das 9h às 21h
Local: Teatro da Caixa Cultural Brasília - SBS Quadra 4 Lotes 3/4 - Brasília

Sobre Ozi – 30 anos de Arte Urbana no Brasil

A CAIXA Cultural Brasília apresenta a exposição OZI – 30 ANOS DE ARTE URBANA NO BRASIL, sob a curadoria de Marco Antonio Teobaldo. Ozi é o nome artístico de Ozéas Duarte, um dos pioneiros da arte urbana brasileira, que celebra três décadas de trabalho com exposição na CAIXA Cultural Brasília. Ozi se destaca, no Brasil e no exterior, pela pesquisa sobre a técnica de estêncil, com forte influência da estética Pop. No espaço expositivo, o visitante irá conhecer um inventário de uma importante parte da Street Art brasileira, com documentos, registros fotográficos, depoimentos e obras do artista em diferentes tipos de suportes, que datam desde 1984 até o período atual. A exposição será aberta no dia 10 de janeiro, às 18h, com bate-papo com o artista e o curador, seguido de visita mediada. O período de visitação da CAIXA Cultural Brasília é de terça-feira a domingo, das 9h às 21h. A entrada é franca. A realização é da Quimera Empreendimentos Culturais, com patrocínio da CAIXA, Governo Federal.

De acordo com o curador, Marco Antonio Teobaldo, graças ao patrocínio da Caixa Cultural, a exposição OZI – 30 ANOS DE ARTE URBANA NO BRASIL conseguiu reunir pela primeira vez um material raro, que remonta à história do grafitti no Brasil. Agora, depois de ser visitada por mais de 40 mil pessoas em Recife, o público brasiliense vai poder conferir um pouco de toda essa trajetória.

Segundo revela Marco Antonio Teobaldo, durante a pesquisa para realização da mostra, foram entrevistados desde artistas que fizeram parte da primeira geração da cena urbana até os novos artistas, traçando um panorama da Arte Urbana no Brasil e comprovando a importância da obra de Ozi neste contexto.

A EXPOSIÇÃO

A exposição está dividida em quatro segmentos: Rua, Arte fina, Matrizes e Bio. No segmento “Rua”, são expostas obras em grandes dimensões, trazendo a linguagem utilizada por Ozi nos espaços públicos dos grandes centros urbanos. As paredes da galeria sofrerão intervenções com os grafites do artista e formarão um imenso mural carimbado com o repertório De Ozi. Em “Arte Fina”, estão as obras criadas em suportes variados, normalmente expostas em galerias e adquiridas por colecionadores durante a trajetória do artista. São telas emolduradas, madeiras, metais, objetos de uso doméstico, latas de spray e outros itens, que formam uma coleção de pinturas, esculturas e assemblages. Entre as obras, há uma série de estêncil sobre bolsas falsificadas com marcas de luxo, compradas no mercado popular da Rua 25 de Março, em São Paulo.

Em “Matrizes”, será exibido pela primeira vez um conjunto de máscaras de estêncil dos trabalhos mais emblemáticos da carreira de Ozi, criados entre 1984 e 2015. São verdadeiras raridades que estarão disponíveis para a observação dos visitantes, como as obras da série “Museu de Rua”, com referências a artistas como Anita Malfatti, Van Gogh, Di Cavalcanti, Roy Lichtenstein e Picasso. Em “Bio”, dois vídeos reúnem depoimentos do artista e de parceiros de profissão, que percorrem a história da Arte Urbana no Brasil. Do acervo pessoal do artista, são exibidas imagens históricas dos primeiros grupos de grafiteiros e suas intervenções na cidade de São Paulo, materiais gráficos de época e recortes de jornal.

ORIGEM DA CENA URBANA

A Street Art no Brasil surgiu em 1978, em São Paulo, durante o período da ditadura militar, com Alex Vallauri, que reuniu outros artistas como Waldemar Zaidler e Carlos Matuck, e posteriormente Hudnilson Jr., John Howard, Julio Barreto, Ozi e Maurício Villaça. Este último abriu as portas de sua casa e transformou-a na galeria Art Brut, que se constituiu em um espaço da cena underground daquela época e acolheu artistas visuais e performáticos, poetas e toda sorte de visitantes atraídos por aquela nova forma de pensamento artístico. Foi a partir do encontro destes artistas, que se iniciou uma série de intervenções e ações públicas na capital paulistana, que fariam história na constituição do grafitti brasileiro.

ARTISTA

Ozi é paulistano e faz parte da primeira geração do grafitti brasileiro, quando em 1985 iniciou suas primeiras intervenções urbanas, junto com Alex Vallauri e Maurício Villaça. Desde então, vem desenvolvendo sua pesquisa sobre a técnica de estêncil, criando suas obras a partir de uma estética Pop. Durante sua trajetória profissional, participou de diversas exposições coletivas e individuais no Brasil e exterior. Atualmente é representado pelas galerias Espace-L, em Genebra (Suíça), e A7MA, em São Paulo. Seus trabalhos figuram em publicações nacionais e estrangeiras. O artista nunca parou de estudar e hoje é pós-graduado em História da Arte pela FAAP.

Ozi viveu uma época em que a repressão sufocava e em que, segundo ele mesmo conta, fugir da polícia e das bombas de gás era costumeiro. “Lembro que o Alex Vallauri escrevia ‘Diretas já’ e o Maurício Villaça chegou a pintar uma Salomé dançando com a cabeça do Sarney em suas mãos. O pensamento geral era que qualquer pessoa ligada à arte era subversiva ou comunista”, recorda. Ozi aprendeu a fazer estêncil com Villaça, que o instruiu tecnicamente a recortar as máscaras. Em 1985, registrou na rua a sua primeira arte com estêncil, técnica que acabou se tornando a sua marca registrada durante toda a carreira artística.

CURADOR

Marco Antonio Teobaldo é jornalista, curador e pesquisador. Mestre em Curadoria em Novas Tecnologias pela Universidad Ramón Llull, de Barcelona, Espanha. Desde 2007, vem trabalhando como pesquisador e curador de Artes Visuais, com especial atenção à Arte Urbana. Atualmente, Teobaldo dirige a Galeria Pretos Novos de Arte Contemporânea (Região Portuária do Rio de Janeiro), situada em um dos mais importantes sítios arqueológicos da Rota dos Escravos (Unesco), onde realiza propostas curatoriais com artistas brasileiros e estrangeiros, reunindo mídias tradicionais (pintura, desenho e escultura), fotografia, novas tecnologias (vídeo, arte sonora e arte digital), arte urbana e performance. É curador residente da Casa da Tia Ciata, com exposição permanente sobre a memória de uma das maiores referências da história do samba. Junto com o artista visual Eduardo Denne, idealizou o Parede – Festival Internacional de Pôster Arte, em 2008 e 2010, no Rio de Janeiro, que reuniu em sua última edição 175 artistas de diferentes partes do mundo.

Ingressos

  • Entrada Franca

Mais Informações

  • Telefone: (61) 3206-9448
  • Classificação: Livre
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